Agenda de Diversidade Avança com Renovação da Motiva no IDIVERSA B3
Métricas de equidade de gênero e raça influenciam o mercado financeiro e orientam operações do setor corporativo. O reconhecimento destaca os avanços da Companhia na promoção de um ambiente de trabalho mais inclusivo e diverso.
A agenda de diversidade, equidade e inclusão deixa de ser apenas uma pauta social para se transformar em um indicador central de avaliação no mercado financeiro. Na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, esse acompanhamento ocorre por meio do Índice de Diversidade, uma carteira de ativos criada para mapear as companhias abertas que mantêm avanços consistentes na representatividade de seus quadros de funcionários e conselhos administrativos.
Para figurar nesse indicador, as empresas passam por uma avaliação técnica baseada em critérios de liquidez e em uma pontuação de diversidade. A métrica analisa a presença de mulheres e pessoas não brancas em posições de liderança e no Conselho de Administração, além de considerar a equidade em órgãos executivos de acordo com o perfil de cada setor da economia.
Pacto Global da ONU é referência
O processo de medição envolve auditorias de dados populacionais internos, avaliação de políticas antirracistas, estratégias para equidade de gênero e a existência de estruturas formais de governança. As diretrizes globais do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e parâmetros internacionais de sustentabilidade corporativa servem de base para a formulação dessas metas.
No setor de infraestrutura e mobilidade urbana, os dados de representatividade começam a refletir essa mudança de comportamento. A Motiva, que atua na gestão de concessionárias de rodovias e sistemas de transporte sobre trilhos no país, teve sua permanência confirmada na carteira do índice pelo segundo ano seguido.
Diretoria exige Mulher entre Candidatas
Os números que sustentam o acompanhamento da agenda em grandes companhias do setor refletem metas de longo prazo e a criação de mecanismos internos de discussão e contratação. Atualmente, a ocupação feminina representa 36,9% dos cargos de gestão, com projeção para atingir 51% das posições executivas até 2035. Na pauta racial, os profissionais autodeclarados não brancos somam 49,4% do quadro geral, com meta fixada em 56% para os próximos anos. Para garantir esse avanço, os processos seletivos para a alta diretoria passaram a exigir ao menos uma mulher entre as candidatas finalistas. Além disso, a estrutura de governança conta com comitês dedicados e grupos de trabalho voltados a eixos específicos, como gerações, pessoas com deficiência, raça, etnia e cultura.
Parâmetros Sociais atraem Investidores
A inclusão de indicadores sociais na análise de risco e atratividade atrai investidores institucionais que priorizam ativos com governança sólida. A adoção desses parâmetros reduz riscos operacionais, melhora o ambiente de trabalho e alinha as operações privadas às exigências de transparência cobradas pela sociedade civil e por órgãos reguladores.
Links relevantes:
O Mercado Financeiro na Conexão do Impacto Social e Ambiental



