Prêmio Escolas Baseadas na Natureza contempla EMEF de São Paulo com investimento do Instituto Motiva
Mais quatro escolas públicas foram premiadas com projetos de espaços mais verdes e inclusivos seguindo o conceito global de Soluções Baseadas na Natureza
O impacto do aquecimento global na rotina escolar exige respostas que vão além do combate ao calor em salas fechadas. Para lidar com altas temperaturas, erosão e falta de áreas verdes, instituições da rede pública investem na intervenção direta em seus espaços físicos por meio do conceito de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). A prática utiliza elementos naturais, como vegetação nativa, recuperação de solo e drenagem sustentável, para resolver problemas ambientais e urbanos reais.
Na capital paulista, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima foi uma das contempladas pela segunda edição do Prêmio Escolas Baseadas na Natureza, iniciativa do Instituto Motiva em parceria com o Crescer e o Instituto Alana. A unidade atende cerca de 800 alunos e sofre com a erosão crônica do solo em um terreno de 1.100 metros quadrados.
O projeto selecionado para a escola paulistana prevê a regeneração dessa área degradada. As intervenções combinam técnicas de melhoria na drenagem da água da chuva e criação de espaços de aprendizado ao ar livre, o que permite aos estudantes o contato direto com os ciclos da terra dentro da própria rotina pedagógica.
O que são as SBN, Soluções Baseadas na Natureza?
O conceito, defendido por entidades ambientais e urbanistas globais, propõe a restauração de ecossistemas como ferramenta de adaptação às mudanças no clima. Em vez de usar medidas que aumentam a temperatura local e impedem a absorção da chuva, como cobrir o solo com concreto ou asfalto, as SBN aplicam estratégias como pisos permeáveis e jardins de chuva, que ajudam na retenção de água e evitam alagamentos. Arborização e cobertura vegetal, reduzindo ilhas de calor e melhorando o conforto térmico sem consumo de energia e o aumento da biodiversidade local, atraindo a fauna polinizadora e restabelecendo a qualidade do solo.
Nas escolas, o modelo alia a infraestrutura verde ao currículo. A transformação dos pátios e áreas externas em salas de aula abertas favorece o desenvolvimento infantil, a convivência e a conscientização ambiental prática.
Escolas em vários estados
Além da EMEF Desembargador Amorim Lima, em São Paulo, outras quatro unidades públicas no país receberam apoio financeiro e assessoria técnica em arquitetura sustentável nesta edição:
- Salvador (BA) — EMEF CSU de Pernambués: criação de um jardim sensorial de 150 m² para aliviar as ondas de calor e atender até 150 alunos.
- Campo Grande (MS) — EMEF Antonio José Paniago: implantação do "Refúgio de Polinizadores Urbanos", com espécies do Cerrado e meliponários para abelhas sem ferrão.
- Piraí (RJ) — EMEF Marília Lima Valente: construção de uma horta sensorial voltada à inclusão de estudantes com deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
- Resende (RJ) — EMEF Jardim das Acácias: revitalização de 150 m² para a criação de um espaço de brincar natural com solo vivo, troncos e pedras para 375 alunos.
Ao todo, a iniciativa contempla instituições localizadas em áreas de atuação da empresa de infraestrutura de mobilidade Motiva. Os projetos selecionados recebem mentoria pedagógica e suporte especializado para garantir a viabilidade das obras e a integração permanente com o aprendizado dos estudantes.
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Para saber mais sobre o Programa Escolas Baseadas na Natureza e conhecer as propostas vencedoras da segunda edição, acesse o site oficial da iniciativa em: https://www.escolasebn.com.br/



