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Lição de Casa e Crateras Urbanas: Estudante Maya Pede Mais Árvores, Enquanto Mãe Vê Demolições Reduzindo Casas e Comércio de Rua

Atualizado em 09/12/2025 às 16:12, por Fábio Almeida.

O debate sobre sustentabilidade no coração de São Paulo se polariza entre o conhecimento científico, a educação infantil e a pressão do mercado imobiliário. Na Virada Sustentável, a moradora Marília Vassimon e sua filha, Maya Vassimon, de 6 anos, trouxeram a experiência do entorno da Avenida Paulista, comentando o contraste entre o discurso ambiental e a realidade da construção civil.

Maya e a mãe Marília Vassimon na Casa das Rosas - Foto: Fábio Almeida / PauliXnews



O Conflito Urbano: Prédios Substituem a Natureza

Marília e Maya acompanharam a demonstração da Maquete da Água do Engenheiro José Carlos Perdigão, que ilustra a função vital da vegetação no ciclo hídrico. Embora o conceito seja claro para a pequena Maya, Marília questionou a desvinculação da pauta de sustentabilidade da realidade local.

"Sustentabilidade e meio ambiente. São coisas que as pessoas acham que são apenas da Mata Atlântica, da Amazônia. Só que nós moramos aqui na região Paulista e a gente poderia ter isso bem perto. Tem muito pouco, poderia ter muito mais."

A moradora criticou veementemente o ritmo acelerado das construções, que define como uma "cratera" e um "canteiro de obras". Ela lamentou que a "indústria das construções" esteja "derrubando tudo, acabando com tudo", destruindo o comércio e as poucas áreas verdes.

"Meu bairro não tem mais casas, praticamente. Estão subindo o prédios, acabando com o comércio, com tudo. Para a exploração imobiliária". Denunciou Marília questionando o sentido de perder "a subsistência, da natureza para subir um prédio" e se haverá demanda para o volume de novos edifícios em toda a cidade.

[em breve: Atualização dessa matéria com vídeo da entrevistada aqui]
 

A Voz de Maya: A Essência da Sobrevivência

Em um contraponto à destruição urbana, a pequena Maya Vassimon, que é estudante do Colégio Santa Catarina de Sena, expressou a lição que aprendeu na escola e com a Maquete da Água: a importância da vida vegetal é fundamental. 

Questionada pelo PauliX News sobre a Maquete, Maya foi categórica:

"Eu pensei que é muito importante ter a mata. As árvores. Porque sem árvores a gente não ia conseguir sobreviver. A gente não iria estar aqui."

Maya explicou o papel essencial das árvores: "Se não tiver árvores, quando chover a gente não vai conseguir ter água e também ar fresco." Maya ainda ressaltou que o tema é rotina escolar: "Sim, a gente estuda muito. Ontem eu tive lição de casa e foi de meio ambiente. Temos que achar lugares para plantar mais árvores.

[em breve: Atualização dessa matéria com vídeo da entrevistada aqui]

Jornalismo de Soluções: Unindo Teoria e Prática

A entrevista, realizada na Casa das Rosas, sintetiza o dilema da sustentabilidade em metrópoles como São Paulo. Enquanto a ciência (a Maquete da Água) comprova a importância da floresta para água e ar, e a escola (a lição de Maya) incentiva a busca por mais áreas de plantio, a gestão urbana segue o caminho inverso, priorizando a construção em detrimento das áreas verdes nas ruas e ambientes sociais como as casas e o comércio de rua.

A solução, portanto, aponta para a necessidade urgente de a comunidade, em especial as futuras gerações, cobrar a aplicação da lição da “Maquete da Água” e do dever de casa de Maya nas políticas de urbanismo e zoneamento da região da Avenida Paulista.